Em uma reportagem da Revista Super Interessante, cientistas chegaram a conclusão que o livre arbítrio não existe... Como assim?
A capacidade dada ao ser humano de decidir sobre suas escolhas é um fenômeno físico, sendo ativado minutos antes, de uma decisão consciente. Em muitas religiões este fato é comentado como a capacidade que Deus nos deu, no momento da criação de podermos escolher os nossos atos. Todavia, atos nem sempre são decisões, mas uma consequencia destas.
Na Biblia em Gênesis, para os que acreditam na cristandade. " O Eterno deu ao homem a seguinte ordem: - Você pode comer as frutas de qualquer árvore do jardim, menos da árvore que dá o conhecimento do bem e do mal' Gê 2:16-17, se era sabido de suas escolhas porquê plantar o que realmente era proibido?
Sendo a escolha uma capacidade apreendida pelo ser humano ao longo de sua evolução. Como dizer, quando adultos, que o caminho que nós foi ensinado esta errado? Dentro do conceito religioso o conhecimento não é algo que seja partilhado... historicamente podemos comprovar esta afirmação, até pouco tempo, em algumas regiões do mundo as missas eram realizadas em latim. E isto contradiz até mesmo um ditado desta erudita forma de expressar "Vox populi vox Die" (A voz do povo é a voz de Deus), enquanto que aprisionados em um falso ideal de escolhas, seria correto dizer que "Vox Die vox populi" - e neste ponto, independente de religião... O que Deus falou não se contradiz aos olhos e vozes de nós, meros mortais, e mortais por que escolhemos a buscar o conhecimento, mortais por dissernir entre o bem e o mal?
ou mortais, porque em alguns segundos antes, fomos racionais em nossas escolhas?
O que penso à respeito disto, pode não agradar a todos que me leem, mas vejo que em muitos casos as pessoas não assumem o fato de suas escolhas, e condenam a si mesmos, pelo preço de fazer as próprias escolhas... que agora nos aparece cientificamente como "escolhas" de nossa mente.
No calvinismo é lembra alguns pontos entre o livre-arbítrio e a livre agência, Deus dotou a vontade do homem com tal liberdade natural, que ela nem é forçada para o bem nem para o mal, nem a isso determinada por qualquer necessidade absoluta de sua natureza. Ref. Tiago 1:14; Deut. 30:19; João 5:40; Mat. 17:12; At.7:51; Tiago 4:7. O homem é livre para escolher, sendo que nada externamente pode forçar suas escolhas. Isto é essencial no homem, faz parte da sua criação a imagem e semelhança de Deus. “À parte dela, não pode haver qualquer responsabilidade, confiança ou planejamento. À parte dela, não pode haver educação, religião ou adoração. À parte dela, não pode haver qualquer arte, ciência ou cultura. A capacidade de escolher é uma condição sim ou não de toda a vida humana... Assim, como ser livre de escolhas uma vez que o caminho é único, e Biblia é clara a respeito da incapacidade do homem, uma vez que o pecado original nos marcou.
1. O homem está morto, incapaz de qualquer bem, precisando da intervenção divina: Jr 13.23; Ef. 2.1-10; Rm 3.9-18, 23; Cl 2.13; Tt 3.3-5.
2. O homem não consegue ir até Jesus, senão com a ajuda somente de Deus: Jo 6.44, 65; Rm 9.16.
3. O homem precisa nascer de novo, contudo, isto só aconteça através da atuação do Espírito Santo, que age soberanamente: Jo 3.1-15.
4. O homem não pode compreender as coisas espirituais, senão pelo Espírito: I Co 2.14-16.
5. A Bíblia declara que o homem está cego, é escarvo do pecado. Não pode fazer outra coisa senão pecar, a não ser que Deus mude seu estado: Ef. 4.18; Jo 8.31-36; Jo 9.35-41; Rm 6.15-23; 2 Tm 2.26.
6. O homem não pode apresentar um fruto diferente daquilo que ele é: Mt 7.16-18; Tg 1.16-18.
Dizer que o homem tem o livre arbítrio seria o mesmo que negar o que foi descrito acima...
Indo para o ocidente - trago à tona uma antiga discursão sobre a capacidade de fazermos nossas escolhas e o elo fundamental da Vontade de Deus, o que nós leva novamente a refletir sobre esta questão. Uma vez que é de sua vontade, como ter o live-arbítrio para " a diversidade dos conceitos Indianos em relação à causalidade, na época de Buda era típica do pluralismo filosófico mais amplo que marcou esta sociedade, tanto quanto o nosso mundo hoje, e as respostas novas do Buda àqueles conceitos, permanecem sempre intelectualmente desafiadoras e pragmaticamente estimulantes. Então, como agora, os filósofos tendiam a cair em um ou dois campos garais, do determinismo e do indeterminismo. Entre as primeiras, alguns declaravam que todas as experiências agradáveis, desagradáveis ou neutras, se devem ou ao Karma passado (pubbe kata-hetu), ou à vontade de Deus (Issara-nimmana-hetu). Os Ajivikas mantinham a doutrina fatalista que todas as ações são pré-determinadas pela força externa do destino (niyati), sobre as quais as pessoas não têm controle.
Esta visão coincide rigorosamente com a visão determinista moderna de que há a qualquer instante, exatamente um futuro possível fisicamente. Isto implica, por exemplo, que a precisa condição do universo, um segundo após o Big Bang casualmente bastou para produzir o assassinato de John F. Kennedy, em 1963. Buda rejeitou todas estas visões fatalistas em relação à ação e experiência humana.
Outras antigas escolas filosóficas Indianas rejeitaram o determinismo em favor da visão de que todas as experiências ocorrem como resultado do puro acaso, sem causas ou condições anteriores (ahetu-appaccaya). Em alguns aspectos, esta visão se confronta com a de alguns partidários contemporâneos da doutrina do livre arbítrio que argumentam que o indeterminismo demonstrado pela mecânica quântica ao nível sub-atômico, se transfere para o mundo cotidiano da experiência humana sob várias condições especificáveis. Para que os seres humanos sejam a fonte primordial de nossas decisões, de modo que sejamos verdadeira e moralmente responsáveis, eles insistem, não pode haver quaisquer influências anteriores que sejam capazes de determinar as nossas ações subseqüentes.
Em resposta a todas as visões acima, Buda rejeitou com bases pragmáticas, qualquer teoria que enfraquecesse o senso da responsabilidade moral. Por um lado, ele rejeitou o determinismo como "inércia" sustentadora (akiriya) - se alguém não é responsável pelas suas ações, a vontade de agir de um modo saudável, e não de um modo não benéfico, é reprimida. Por outro lado, ele rejeitou o indeterminismo quando declara que todas as experiências e eventos surgem devido ao puro acaso, sem depender de quaisquer causas ou condição (ahetu-appaccaya). ." (Uma visão do Budismo sobre o livre-arbítrio)
Assim, descaracterizo um ser livre de escolhas aquele que hoje se encontra repreendido por força de uma doutrina, mesmo assim entendo, que mesmo reprimido, está é uma questão de escolha. Ainda que o livre-arbítrio seja desmisticificado, ele ainda suporta o peso das escolhas dos homens e em muitas vezes justifica as suas ações reais.
O certo é que escolhemos porque Queremos, e em muitos casos não assumimos esta realidade!
Blessed
Nimbo
fonte:
http://super.abril.com.br/saude/livre-arbitrio-nao-existe-447694.shtml
Biblia - Gênesis
Livre-arbítrio: Afinal, temos ou não temos? - Por: Rev. Waldemar Alves da Silva Filho
UMA VISÃO DO BUDISMO SOBRE O LIVRE ARBÍTRIO - Além do Determinismo e do Indeterminismo Texto de Alan Wallace
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)
